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Os riscos ergonômicos em ambientes corporativos


A saúde e o bem-estar do trabalhador estão diretamente ligados à sua produtividade. Além disso, também têm relação com evitar e diminuir os riscos ergonômicos. Um funcionário satisfeito e com boas condições de executar seu trabalho trará, comprovadamente, mais resultados para a empresa.

Investir em ergonomia em seu ambiente de trabalho, portanto, é muito mais que se adequar às regras da Norma Regulamentadora (NR17). Significa proporcionar um ambiente saudável e motivador para que seus funcionários busquem a produtividade não apenas pelo simples fato de trabalharem satisfeitos, mas em razão de estarem mais saudáveis.

Neste post, vamos entender um pouco mais sobre a ergonomia em ambientes corporativos. Acompanhe!

Mas afinal, o que é ergonomia?

Ergonomia é um termo proveniente do grego, que significa “regras (ou normas) de trabalho”. A expressão está diretamente relacionada a uma preocupação com a saúde e o bem-estar no ambiente laboral. Levam-se em consideração tanto os aspectos físicos quanto os emocionais do trabalhador no seu dia a dia na empresa.

Invista você também na saúde da sua equipe! Confira a lista dos erros ergonômicos mais comuns em ambientes corporativos que você pode cometer e saiba como evitá-los.

Quais são os riscos ergonômicos mais comuns em ambientes corporativos?

1. Repetitividade de movimentos

É um dos riscos ergonômicos mais comuns em funções que envolvem, por exemplo, a digitação de conteúdos extensos, ocasionando doenças como LER — Lesão por Esforço Repetitivo — tendinites e bursites.

Esse problema pode ser evitado com a conscientização do funcionário, fazendo-o parar e fazer alongamentos de 10 minutos a cada 50 de trabalho.

2. Postura incorreta

Está associada à incidência de DORT — Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho — e enfraquecimento de musculaturas, como ombros e lombar. Se associada à repetitividade, as consequências são ainda mais graves.

Uma boa solução, além das paradas para alongamentos e caminhadas curtas, deve ser a adequação de mobiliário, adoção de regras de distanciamento do computador e apoio adequado para os pés. Além disso, os acentos devem ser anatômicos e ajustáveis.

3. Iluminação inadequada

Luzes baixas ou irregulares podem sobrecarregar a vista e causar problemas de visão para além do cansaço e das crises de enxaqueca. O mesmo é válido no caso de excesso de iluminação. Se o trabalhador exercer sua função em um ambiente de luz natural intensa, o problema pode contribuir também para uma maior incidência de doenças da pele.

Por isso, procure iluminar o ambiente com lâmpadas de luz branca e manter as paredes pintadas com cores claras e, no caso do trabalho externo, forneça meios de proteção adequados contra os efeitos da radiação solar.

4. Excesso de controle de produtividade

Grande causador de cansaço, estresse mental e físico, associados a desvio de humor, esse problema é resultado de um excesso de pressão por resultados. Isso, dia após dia, vai gerando um estado cada vez mais crítico em decorrência da pressão psicológica.

É um distúrbio que pode ser evitado por meio de um planejamento de ações com prazos previamente estabelecidos e possíveis de serem cumpridos.

5. Levantamento e manuseio de cargas

Nos processos produtivos em que é necessário que o trabalhador levante e manuseie cargas é preciso cuidado, pois, se feita de maneira incorreta, a atividade pode causar graves lesões que geram dores na coluna, nos ombros e na legião lombar.

Isso pode ser evitado com o uso de máquinas ou equipamentos que auxiliam no processo de levantamento. Afinal, por mais forte que uma pessoa seja, carregar muito peso por grandes períodos não é benéfico.

Um alerta importante! Esse é um dos muitos casos em que alguns trabalhadores rejeitam o uso dos equipamentos, mesmo a empresa disponibilizando tudo o que for necessário. Normalmente, isso ocorre por falta de hábito, além de ser alegado o desconforto que sentem usando o equipamento.

Para evitar isso, você deve fazer treinamentos constantes de conscientização, notificando os colaboradores que não respeitarem as regras e investindo em equipamentos que proporcionem o máximo de conforto com sua utilização.

6. Ritmo excessivo de trabalho

Quando o funcionário tem muitas atividades para fazer e se sobrecarrega, chamamos a situação de ritmo excessivo de trabalho. O desgaste não é apenas físico, mas também psicológico, podendo levar ao estresse e à depressão.

Para que isso não ocorra, é fundamental que a empresa tenha uma quantidade mínima de colaboradores e um quadro de escalas de trabalho bem organizado.

7. Jornadas de trabalho prolongadas

Quando o colaborador precisa fazer muitas horas extras, com jornadas que ultrapassam 10 ou 12 horas, também se corre risco ergonômico. Isso acontece porque, devido ao cansaço, o profissional fica mais suscetível a cometer erros que podem ser até fatais.

Além disso, o cansaço físico e mental constante pode desenvolver doenças graves, como a Síndrome de Burnout (distúrbio de caráter depressivo causado pela fadiga) e o estresse.

8. Monotonia das atividades

Quando o funcionário precisa realizar atividades monótonas, como é o caso de porteiros, telefonistas ou recepcionistas, que às vezes precisam ficar longos períodos “sem fazer nada”, podem desenvolver distúrbios como a ansiedade e a depressão.

Para evitar que esse problema ocorra em sua empresa, recomenda-se que esses profissionais tenham intervalos a cada determinado número de horas trabalhadas, podendo relaxar e descansar a mente para retornar o trabalho logo em seguida.

Proporcionar pequenas atividades para esses profissionais fazerem enquanto possuem pouca demanda também pode ser uma solução para que eles se sintam úteis, o que é essencial para manter a motivação.

Quais as possíveis consequências da falta de adequação às regras ergonômicas para seu negócio?

Quando o ambiente de trabalho não possui uma infraestrutura adequada e confortável, o primeiro risco que a empresa corre é o de desmotivar sua equipe. No entanto, o perigo é muito maior quando tais riscos ergonômicos causam o adoecimento do funcionário, situação em que a empresa fica obrigada a arcar com os custos do afastamento desse trabalhador.

O risco legal também existe. Afinal, a legislação brasileira tem como uma de suas prioridades a saúde do trabalhador. Essa premissa ficou bastante clara em 2016, quando o Comitê Gestor do eSocial publicou a resolução nº 5 no Diário Oficial da União (vide publicação de 5.9.2016), com a versão 2.2 do leiaute, que exige esses riscos serem mensurados, em caráter obrigatório, por parte da empresa.

Por esse motivo, foi desenvolvida a AET — Análise Ergonômica do Trabalho. Trata-se de um documento confeccionado por profissional capacitado, que apresenta análises e avaliações de todos os riscos ergonômicos existentes em sua empresa e as adequações necessárias.


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